
Cafeicultura regenerativa ajuda a mitigar os impactos climáticos
Prática promove o fortalecimento do solo, aumenta a biodiversidade e torna a produção mais eficiente e sustentável
Atualizado em 28/07/2025
Cafeicultura regenerativa ajuda a mitigar os impactos climáticos
Prática promove o fortalecimento do solo, aumenta a biodiversidade e torna a produção mais eficiente e sustentável

Por Redação em 08/08/2025
Atualizado em 28/07/2025
O setor agro vem enfrentando desafios devido às mudanças do clima, que afetam a produção de café por meio do aumento da temperatura, escassez de água e eventos climáticos extremos. De antemão, para mitigar esses efeitos é essencial adotar práticas sustentáveis para aumentar a resiliência das lavouras de café às adversidades enfrentadas. Primordialmente, a cafeicultura regenerativa é uma prática que visa reduzir o impacto ambiental, promover a regeneração do ambiente e garantir uma produção rentável.
Nesse sentido, a Cooxupé preparou um vídeo para explicar aos seus cooperados o que é essa prática e como utilizar em seu cafeeiro.
Cafeicultura regenerativa
De acordo com Fabrício S. Melo, do departamento técnico da Cooxupé, atualmente existem cinco práticas principais na agricultura regenerativa. São elas: uso de plantas de cobertura, variedades resistentes a doenças e pragas, adubação orgânica, produtos com base biológica e arborização das lavouras.
“A agricultura regenerativa tem por objetivo trazer um pouco mais de qualidade no solo, resiliência às plantas e garantir uma produção rentável ao cooperado”, destaca.
Plantio de cobertura
Contudo, o uso de plantas de cobertura é uma das boas práticas recomendadas. Ou seja, um dos grandes benefícios é a utilização de mix de plantas específicas, o qual contribui para um melhor manejo de solo.
“Conseguimos proteger o solo da ação de altas temperaturas, bem como proteger da erosão causada pelas chuvas. Além disso, o mix tem essa função de atrair inimigos naturais, de pragas e doenças do cafeeiro, trazendo um pouco mais de equilíbrio às lavouras”, aponta Melo.
Adubação orgânica
Primeiramente, a adubação orgânica é uma alternativa para aumentar a fertilidade do solo e mantê-lo em boas condições. Segundo Fabrício, a ação da microbiota do solo ajuda a planta a se tornar mais resiliente.
“A adubação orgânica traz uma carga grande de matéria orgânica ao solo e tornar a terra mais ativa. Sendo assim, vai fazer com que essa planta consiga suportar mais o déficit hídrico e a melhorar a utilização dos adubos no campo. Desse modo, ajudará a suprimir pragas e doenças que possam ocorrer no solo”, explica.
Produtos biológicos
O uso do controle biológico para manejo de pragas e doenças na cafeicultura tem crescido nas últimas safras. Aliás, com a utilização de insumos biológicos, a planta responde positivamente, de forma natural e equilibrada. Com isso, concentra seu gasto energético na produção de grãos perfeitos.
“Temos difundido bastante o mercado de produtos biológicos na agricultura como Trichoderma e Bacillus, que são usados em grande escala, tanto na cafeicultura quanto em outras práticas agrícolas. Dessa forma, ajudam a controlar nematoides e fungos de solo. Temos a Beauveria para o controle de broca-do-café e cochonilha. O produto biológico contribuirá na redução da dependência de produtos químicos e tornar a lavoura mais equilibrada”, avalia Melo.
Vect.Ag
Empresa parceira da Cooxupé, a Vect.Ag auxilia os cooperados na busca por melhores linhas de crédito para implantação da cafeicultura regenerativa nas propriedades. Assim como para os produtores que queiram iniciar o processo de transição para prática regenerativa.
“A Vect.Ag é uma fintech parceira da Cooxupé, que hoje oferece acesso a diversas linhas e parceiros financiadores. Sobretudo, a cooperativa busca a melhor oferta de crédito no mercado e isso é muito relevante, principalmente em momentos de alta da Selic e de taxas de juros”, explica Camila Guimarães, CEO da Vect.Ag.
Linha exclusiva
Por fim, a cooperativa destina ao cooperado uma linha exclusiva para prática da agricultura regenerativa, com benefício de taxa e desconto para quem integra o protocolo de sustentabilidade Gerações.
“Essa linha possibilita a aquisição de diversos itens e também investimentos em práticas de manejos sustentáveis, seja com relação a plantas de cobertura ou aquisição de bioinsumos e fertilizantes naturais. Afinal, isso tudo alicerçado por um projeto, embasado pela visita de um técnico que fornecerá todo o suporte e o apoio que gere resultados positivos de implantação para esse cooperado. Desse modo, pensando em uma perspectiva tanto de curto prazo quanto de longo também”, conclui Camila.
Para saber mais sobre a cafeicultura regenerativa, confira abaixo o vídeo do Cooxupé em Foco.
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