
Pesquisa aponta impactos climáticos na cafeicultura mineira
Estudo do Sistema Faemg Senar mostra que quase 90% dos cafeicultores atendidos por programa da entidade em MG foram afetados pelo clima
Atualizado em 24/04/2025
Pesquisa aponta impactos climáticos na cafeicultura mineira
Estudo do Sistema Faemg Senar mostra que quase 90% dos cafeicultores atendidos por programa da entidade em MG foram afetados pelo clima

Por Redação em 03/05/2025
Atualizado em 24/04/2025
Uma pesquisa do Sistema Faemg Senar revelou que quase 90% dos cafeicultores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Minas Gerais foram afetados por intempéries climáticas. Aliás, o levantamento, realizado entre 16 de dezembro de 2024 e 20 de janeiro de 2025, contou com a participação de 2.298 produtores de diversas regiões do estado. De antemão, a notícia sobre os impactos climáticos na cafeicultura mineira é do portal Notícias Agrícolas.
Impactos climáticos
Da área total cultivada por eles, 71% foram afetadas. Inclusive, o Cerrado mineiro foi a região com maior percentual – 89% das lavouras foram comprometidas. Em seguida, está o Sul de Minas (76%), Chapada de Minas (66%) e Montanhas de Minas (51%). Entre os principais fatores climáticos apontados pelos produtores estão as altas temperaturas médias e o déficit hídrico. Que resultaram, portanto, em elevada incidência de desfolha, aborto de folhas e comprometimento vegetativo para as safras de 2025 e 2026.
Para a analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, os dados reforçam a necessidade de ações para mitigar os impactos climáticos. E, assim, garantir a segurança produtiva da cafeicultura.
“Os resultados da pesquisa demonstram a importância do acompanhamento técnico. Como o programa ATeG Café+Forte, que auxilia os produtores a enfrentarem os desafios climáticos e manterem a sustentabilidade do setor”, destacou.
Próxima safra
De acordo com o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, o estudo é relevante para o planejamento da próxima safra.
“Os dados indicam desafios para a produção em 2024/2025. Nosso primeiro passo é informar corretamente os produtores e quantificar com precisão a possível queda na safra. Com essas informações, poderemos discutir soluções junto à Comissão Técnica de Cafeicultura e aos cafeicultores mineiros. Garantindo, dessa forma, o avanço e a sustentabilidade da atividade, que é um dos pilares do setor agrícola de Minas Gerais. A previsibilidade é fundamental para que o produtor possa se preparar da melhor forma”, afirmou.
Diante dos resultados, em suma, o Sistema Faemg Senar, por meio da Gerência de Agronegócio, inicia a segunda etapa da pesquisa. Ou seja, que terá foco na análise detalhada dos dados de produção.
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