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Diretor de Produtos para Agro da TOTVS

Tecnologia no agro impulsiona um 2026 mais sustentável e rentável

Digitalização do campo avança com mais inteligência na gestão, preparo para a Reforma Tributária e soluções sustentáveis conectadas

O agronegócio brasileiro se prepara para um 2026 de grandes transformações. Se os últimos anos foram de experimentação com ferramentas que digitalizam o campo, o próximo ciclo será de consolidação e inteligência estratégica, com a tecnologia como pilar das tomadas de decisão. Desafios como a Reforma Tributária e a urgência da sustentabilidade se somam à busca contínua por eficiência, colocando o digital no centro do planejamento das cadeias produtivas.

Sabemos que a conectividade ainda é um desafio em diversas regiões rurais, mas a cloudificação, migração de sistemas para a nuvem, tem sido uma solução inteligente. Aplicações em nuvem permitem que dados sejam coletados offline, diretamente de máquinas e sensores, e sincronizados assim que houver acesso à internet.

Isso resolve gargalos de conexão e aumenta a segurança, disponibilidade e capacidade analítica das informações. A nuvem também acelera o uso de inteligência artificial no agro, realidade que já gera valor para quem monitora cultivos, prevê safras e otimiza insumos em tempo real. Em 2026, veremos o amadurecimento dessas iniciativas.

Agentes de IA e automação inteligente

A nova fase dessa evolução são os Agentes de IA, sistemas autônomos ou semiautônomos capazes de analisar dados, executar tarefas e oferecer insights contínuos para acelerar decisões. Imagine um agente que cruza relatórios de colheita com dados de mercado e sugere o melhor momento de venda; ou um que monitora a frota e programa manutenções preventivas. Essa automatização estratégica libera o produtor para focar no que importa: a gestão do negócio.

Tecnologia e sustentabilidade

A agenda de sustentabilidade segue um caminho sem volta. A pressão de consumidores e do mercado global aumenta, e a tecnologia é a principal aliada do produtor. Soluções de rastreabilidade, gestão hídrica e mensuração da pegada de carbono estarão cada vez mais presentes nas propriedades.

Nesse contexto, a bioenergia ganha potencial. A estimativa é de maior produção de etanol a partir de cereais, como milho e soja, fortalecida por incentivos públicos e construção de novas usinas. Sistemas especialistas já permitem rastrear todo o ciclo industrial e comercial dessa produção, ampliando competitividade no mercado energético.

Reforma Tributária

A partir de 2026, o início da transição para IBS e CBS exigirá atualização profunda dos sistemas de gestão. Emissão de notas, recolhimento de tributos e administração de créditos se tornarão mais complexos, demandando ERPs modernos e integrações eficientes com toda a cadeia.

Produtores, cooperativas e indústrias que se prepararem agora ganharão vantagem competitiva e evitarão riscos fiscais. Quem não adaptar processos tende a enfrentar perdas financeiras e operacionais.

O próximo ano exigirá um agro mais conectado, analítico e sustentável. As tendências do agronegócio brasileiro reforçam que a tecnologia deixou de ser uma escolha, ela é o caminho obrigatório para quem quer navegar desafios, criar novas oportunidades e colher os frutos de um setor cada vez mais competitivo.