Clima: maio com chuvas irregulares

Clima: maio com chuvas irregulares

Departamento de Geoprocessamento da Cooxupé monitorou condições climáticas em sua área de atuação durante o quinto mês do ano

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As chuvas irregulares marcaram o mês de maio na área de atuação da Cooxupé. De acordo com o Departamento de Geoprocessamento da cooperativa, as precipitações foram mal distribuídas. E, ainda, estavam abaixo da média histórica no Cerrado Mineiro e em vários municípios do Sul de Minas.

Chuvas irregulares

No Sul de Minas, antes de mais nada, o maior volume de chuva registrado foi em Nova Resende, com 42,6 mm. Já em São Paulo, houve registro de chuva em Caconde, na média mogiana, com o volume de 14,4 mm. Nesse sentido, as precipitações aconteceram em maior volume no segundo decêndio do mês. Poucas chuvas foram registradas no primeiro e no terceiro decêndio.

Temperaturas

Sobretudo, as temperaturas registradas permaneceram próximas à média histórica em todos os municípios avaliados pela Cooxupé. São José do Rio Pardo, por exemplo, registrou a maior temperatura no mês (30,8°C). Todos os munícipios apresentaram temperaturas máximas acima de 26,3°C. Enquanto Cabo Verde (no Sul de Minas) e Patrocínio (no Cerrado Mineiro) registraram a menor temperatura no mês (13,7°C).

Um ponto de atenção é a grande diferença entre as temperaturas máximas e as mínimas, gerando amplitude térmica. Ou seja, fator que pode alterar o metabolismo das plantas. Causando, dessa forma, consumo de energia elevado, redução de carboidratos ou interferência no processo de divisão e diferenciação celular.

Déficit hídrico

Apesar do acúmulo de chuvas registrado pelas estações meteorológicas da Cooxupé, não houve registro de excedente hídrico. Isto é, que equivale ao excesso de água que o solo não tem capacidade de absorver. Pelo contrário, todos os municípios monitorados registraram déficit hídrico em maio durante os três decêndios do mês.

Portanto, representando um indicador da falta de água que as plantas foram submetidas. Gerando, assim, estresses e gasto de energia, que poderiam ser utilizados no desenvolvimento dos frutos e ramos.

Durante a maturação dos frutos, inclusive, a combinação de déficit hídrico e altas temperaturas pode ter um impacto significativo no metabolismo da planta. Essas condições de estresse podem acelerar o metabolismo, levando a um maior consumo de energia. E, consequentemente, provocando a indução na produção de etileno, um hormônio vegetal conhecido por acelerar o amadurecimento dos frutos e em concentrações elevadas. Aliás, a substância também pode provocar a perda de folhas, comprometendo a saúde da planta e a qualidade da colheita.

Armazenamento de água no solo

Durante o mês de maio, de antemão, o baixo volume de chuvas resultou em uma redução significativa do armazenamento de água no solo. Essa situação é particularmente preocupante para o Cerrado Mineiro e alguns municípios do Sul de Minas e São Paulo, onde o armazenamento está abaixo de 20% de sua capacidade. Em suma, é crucial lembrar que o armazenamento adequado de água no solo é vital para a manutenção das plantas durante o período de seca.

Monitoramento em Manhuaçu

Acima de tudo, o departamento detalha uma excelente notícia para a cafeicultura das Matas de Minas. Em maio, a Cooxupé deu um passo crucial para o desenvolvimento e a sustentabilidade da produção de café na região ao iniciar o monitoramento meteorológico em Manhuaçu, região de grande potencial cafeeiro. Primordialmente, esta iniciativa não é apenas um avanço tecnológico. Mas, também, um investimento estratégico com relevância profunda para todos os produtores da região.

A princípio, o monitoramento preciso das condições climáticas, como temperatura, umidade, pluviosidade, balanço hídrico, entre outros aspectos importantes, permite que os cafeicultores tomem decisões assertivas em cada etapa do cultivo com a utilização dessas informações. Ou seja, desde o planejamento da lavoura, manejo de pragas e doenças, otimização da irrigação e a colheita.

Em síntese, ter dados meteorológicos confiáveis à disposição se traduz em maior produtividade, melhor qualidade do grão e redução de perdas. Por fim, a cooperativa reconhece a imensa importância das Matas de Minas para a sua atuação e para o cenário cafeeiro nacional. Este monitoramento representa um compromisso reforçado de inovação e apoio ao cooperado.

Na página da Cooxupé, em conclusão, estão disponíveis para consulta todos os dados coletados pelas estações meteorológicas da cooperativa.


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