Infraestrutura portuária e logística entram no centro do debate sobre competitividade brasileira

Infraestrutura portuária e logística entram no centro do debate sobre competitividade brasileira

Especialistas defendem ampliação da capacidade dos portos para reduzir custos e aumentar a eficiência do comércio exterior

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O XXV Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, abordou a infraestrutura portuária brasileira e os desafios logísticos para ampliar a competitividade do país, reunindo representantes do setor portuário e especialistas em comércio exterior. O consenso entre os participantes foi claro: a modernização dos portos e a ampliação da capacidade operacional são fundamentais para reduzir custos, evitar gargalos e garantir mais eficiência às exportações brasileiras.

Ao abordar o tema “Shipping”, o administrador de empresas, especializado em Inteligência Competitiva, Leandro Barreto, destacou a crescente demanda por estrutura logística, os investimentos realizados ao longo da costa brasileira e a evolução da movimentação portuária no país. Segundo ele, o avanço das operações exige planejamento e obras capazes de acompanhar o crescimento do comércio e das exportações nacionais.

Desafios da infraestrutura portuária nacional

O debate ganhou força com a participação de Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos, que ressaltou o momento histórico vivido pela infraestrutura nacional, especialmente no Porto de Santos. Para ele, as grandes obras em andamento são decisivas para tornar o complexo portuário mais competitivo em relação aos principais portos do mundo.

Entre os destaques citados por Pomini está a ligação entre as margens do Porto de Santos e Guarujá, uma demanda discutida há cerca de 100 anos. O executivo também mencionou os desafios para a implementação de obras ligadas ao terminal Tecon Santos 10, apontando a lentidão dos processos como um dos principais entraves para o avanço da infraestrutura logística brasileira.

“O porto e a carga têm pressa”, afirmou, ao defender uma atuação conjunta no complexo portuário com mais previsibilidade e agilidade nas decisões.

Capacidade portuária e impacto no custo Brasil

Durante o painel, Luiz Claudio Montenegro, consultor de Infraestrutura da Indústria do Estado do Espírito Santo – FINDES, reforçou que competitividade e geração de riqueza caminham juntas. Segundo ele, ampliar o comércio depende diretamente da eficiência logística e da capacidade operacional dos portos brasileiros.

“O porto é onde o transporte começa e termina. Quando não há capacidade, gera fila e isso tem um custo alto”, destacou.

Montenegro também alertou para os impactos do atraso nas obras do Tecon Santos 10, classificando o cenário como um fator que alimenta o chamado “Custo Brasil” e reduz a competitividade nacional no mercado internacional.

Para o especialista, a solução para portos congestionados passa, necessariamente, pelo aumento da capacidade operacional. “O que resolve o problema é elevar a capacidade. Assim, as filas acabam”, afirmou.

O painel também contou com a presença de Fabrizio Pierdomenico, sócio-diretor da Agência Porto Consultoria Portuária e Empresarial.

Cenário competitivo

O debate evidencia como infraestrutura, logística e previsibilidade são fatores estratégicos para o agronegócio brasileiro, especialmente para cadeias exportadoras como a do café. Em um cenário global cada vez mais competitivo, eficiência portuária representa não apenas redução de custos, mas também mais segurança e agilidade para produtores e exportadores.

O Hub do Café acompanha o Seminário Internacional do Café, em Santos/SP, trazendo os principais destaques e discussões do evento para o setor.