
Manejo de plantas daninhas no pré-plantio de cereais exige planejamento e cuidados na aplicação
Consultor técnico explica a importância da cobertura do solo, do controle de plantas invasoras e da aplicação correta de defensivos agrícolas
Atualizado em 16/10/2026
Manejo de plantas daninhas no pré-plantio de cereais exige planejamento e cuidados na aplicação
Consultor técnico explica a importância da cobertura do solo, do controle de plantas invasoras e da aplicação correta de defensivos agrícolas

Por Redação em 18/10/2026
Atualizado em 16/10/2026
O manejo de plantas daninhas no pré-plantio de cereais é uma etapa importante para reduzir a competição por água, luz e nutrientes entre as plantas invasoras e a cultura que será implantada. O planejamento das atividades, a manutenção da cobertura do solo e os cuidados na aplicação de defensivos agrícolas contribuem para a eficiência do controle. As orientações são de Jorge Luiz Campos, consultor técnico de Novas Culturas da Cooxupé, apresentadas em um episódio do programa Cooxupé em Foco.
Segundo o especialista, uma das primeiras medidas é evitar que o terreno permaneça descoberto e sem cultivo entre as safras. A ausência de cobertura vegetal pode favorecer o desenvolvimento de espécies de difícil controle, o que exige maior atenção do produtor antes da implantação da próxima lavoura.
“O primeiro ponto é o manejo cultural. Precisamos evitar que a área fique exposta por muito tempo. Em algumas situações, o produtor opta por não fazer a safrinha devido aos riscos da atividade, mas deixar o solo sem cultivo pode favorecer o aparecimento de plantas daninhas de difícil controle”, explica Jorge.
Uma das alternativas apresentadas pelo consultor é o cultivo de sorgo na segunda safra, após a colheita da soja. Além de manter a área ocupada, a cultura contribui para a supressão de plantas invasoras por meio da cobertura vegetal e de seus efeitos alelopáticos, que podem interferir no desenvolvimento de outras espécies.
Na propriedade utilizada como exemplo, o sorgo foi cultivado após a retirada da soja. Com a colheita, o trabalho passou a se concentrar no controle do rebrote, que pode ganhar força com o retorno das chuvas e a elevação das temperaturas.
Manejo de plantas daninhas antes do plantio
O controle do rebrote pode envolver operações mecânicas e aplicações de herbicidas, conforme as condições da área e as espécies presentes. Jorge explica que o manejo mecânico pode favorecer a exposição das plantas e melhorar o alcance da pulverização, contribuindo para a eficiência do tratamento.
Na situação apresentada no vídeo, o planejamento prevê uma primeira aplicação para controlar o rebrote do sorgo, seguida de outra operação cerca de dez dias depois, com o objetivo de eliminar a vegetação remanescente.
“O intervalo entre as aplicações depende do problema encontrado na lavoura. Quando trabalhamos apenas com o rebrote do sorgo, podemos realizar uma aplicação sequencial após dez dias. Já em áreas com plantas daninhas de difícil controle, como buva, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, o planejamento pode exigir intervalos menores, de aproximadamente sete dias”, orienta o consultor.
Outra medida abordada é o uso de herbicidas pré-emergentes, selecionados de acordo com as espécies infestantes identificadas. Antes da semeadura da cultura seguinte, o agricultor deve observar as recomendações de bula, incluindo os intervalos exigidos entre a aplicação e o plantio.
Condições climáticas e cuidados na pulverização
A eficiência do controle também depende das condições no momento da aplicação. Entre os fatores que exigem atenção estão a velocidade do vento, a possibilidade de chuva, a temperatura e a regulagem dos equipamentos.
Segundo Jorge, a pulverização precisa garantir que o produto alcance o alvo, com o mínimo possível de perdas por deriva. Para isso, a escolha das pontas, o tamanho das gotas e a utilização de adjuvantes, quando recomendados, devem considerar as características do defensivo e as condições ambientais.
“Um dos cuidados mais importantes é garantir que o produto chegue ao alvo. Precisamos observar as condições do tempo, evitar aplicações com risco de chuva ou vento inadequado e trabalhar com equipamentos bem regulados. Esses fatores fazem diferença no resultado do controle”, destaca.
A manutenção dos pulverizadores também integra esse processo. Antes de iniciar o trabalho, a recomendação é verificar o funcionamento do equipamento, realizar testes com água e conferir a uniformidade da aplicação.
Outro ponto é a limpeza do tanque para evitar resíduos de produtos utilizados anteriormente, que podem provocar incompatibilidades ou danos às culturas. O consultor também chama a atenção para a ordem de mistura dos defensivos e a realização do teste de compatibilidade em pequena escala, conhecido como teste de garrafa, quando aplicável.
Assistência técnica no campo
O acompanhamento técnico contribui para que o produtor organize as operações e adote estratégias adequadas às condições de cada propriedade. Em Alfenas (MG), o cooperado Marcelo Gomes Oliveira destaca a presença da equipe da Cooxupé no planejamento das atividades agrícolas.
“A gente senta e conversa muito sobre manejo. O Jorge é muito focado na questão das datas, para não atrasar a entrada de fungicidas e inseticidas e evitar problemas com doenças e pragas. A Cooxupé está muito presente aqui no campo”, relata Marcelo.
O trabalho de orientação realizado pela cooperativa busca auxiliar os cafeicultores e produtores de outras culturas na escolha de práticas que contribuam para a eficiência das operações agrícolas, desde o preparo das áreas até o acompanhamento das lavouras.
Confira o novo episódio do Cooxupé em Foco e conheça as orientações sobre o manejo de plantas daninhas, o controle do rebrote e os cuidados necessários para a aplicação de defensivos antes do plantio.
Assine nossa Newsletter
Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.
Continue lendo

Uma alternativa sustentável para o agro enfrentar majoração do adubo

Mousse de café com 3 ingredientes: sobremesa fácil e rápida

Mulheres já lideram cerca de 947 mil propriedades rurais no Brasil


