agro paulista amplia exportações

Agro paulista amplia exportações em 5% mesmo diante dos desafios globais

Superávit do setor alcança US$ 8,37 bilhões entre janeiro e maio de 2026, impulsionado pelo aumento do volume embarcado

Por Redação em 10/07/2026

Atualizado em 10/07/2026

Agro paulista amplia exportações em 5% mesmo diante dos desafios globais

Superávit do setor alcança US$ 8,37 bilhões entre janeiro e maio de 2026, impulsionado pelo aumento do volume embarcado

agro paulista amplia exportações

Por Redação em 10/07/2026

Atualizado em 10/07/2026

O agro paulista amplia exportações e mantém resultados positivos mesmo diante da queda dos preços internacionais de importantes commodities. Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio do Estado de São Paulo registrou superávit de US$ 8,37 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 10,85 bilhões frente a importações de US$ 2,48 bilhões.

No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações paulistas, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o desempenho demonstra a capacidade do setor de manter presença nos mercados internacionais mesmo em um cenário menos favorável.

“Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado, que de fato não está acontecendo praticamente para nenhuma cadeia. Esse é um diferencial do agro paulista. Mesmo diante da redução das cotações internacionais de importantes commodities, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões. É um resultado que reflete produtividade, tecnologia e a capacidade dos produtores paulistas de seguir atendendo mercados cada vez mais exigentes”, afirma.

Apesar da redução de 3,2% no valor exportado em comparação com o mesmo período de 2025, o volume embarcado cresceu 5,2%, aponta o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril.

“Isso mostra que o agronegócio paulista continua vendendo mais produtos ao exterior. O principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como açúcar e suco de laranja”, explica.

Agro paulista amplia exportações com força das carnes, soja e florestais

O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações do agro paulista, com participação de 21,3% e receita de US$ 2,3 bilhões. O setor de carnes aparece na sequência, com 17% das vendas externas e faturamento de US$ 1,8 bilhão, sendo a carne bovina responsável por 83,5% desse total.

O complexo soja respondeu por 14,3% das exportações, com US$ 1,05 bilhão, enquanto os produtos florestais somaram US$ 1,4 bilhão, equivalentes a 13% da pauta exportadora.

Os sucos representaram 7,5% do total exportado, com US$ 813,2 milhões, dos quais 96,3% correspondem ao suco de laranja. O café ocupou a sexta posição entre os principais produtos exportados, com participação de 6,4% e receita de US$ 689,2 milhões. Do total embarcado, 67,9% referem-se ao café verde e 27,4% ao café solúvel.

As maiores altas no valor exportado foram registradas pelos grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%). Já os setores de sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%) apresentaram retração.

Para José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, impulsionados pela demanda internacional aquecida por celulose.

China lidera destinos das exportações paulistas

A China permaneceu como principal destino das exportações do agro paulista, com participação de 27,8%, adquirindo principalmente produtos dos segmentos de soja, carnes, florestais e fibras têxteis.

Na sequência aparecem a União Europeia, com 14,7% de participação, e os Estados Unidos, com 10,2%.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa a segunda posição no ranking das exportações brasileiras, com 15,4% de participação, atrás apenas de Mato Grosso, que concentra 20,7%.

Apesar das incertezas relacionadas aos preços internacionais, custos logísticos e ao cenário geopolítico, a expectativa para o segundo semestre é positiva.

“A restrição das exportações indianas pode abrir oportunidades adicionais para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia”, conclui Carlos Nabil Ghobril.


Assine nossa Newsletter

Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.

Continue lendo