
Profissional da Cooxupé integra primeira geração de RC-Tasters do Brasil
Genivaldo Rezende da Silva esteve entre os 33 especialistas formados pela ABIC para avaliação técnica e padronizada de cafés torrados
Atualizado em 22/09/2026
Profissional da Cooxupé integra primeira geração de RC-Tasters do Brasil
Genivaldo Rezende da Silva esteve entre os 33 especialistas formados pela ABIC para avaliação técnica e padronizada de cafés torrados

Por Redação em 25/09/2026
Atualizado em 22/09/2026
A primeira geração de RC-Tasters (Roasted Coffee Tasters) do Brasil conta com um profissional da Cooxupé. Genivaldo Rezende da Silva, responsável pelo setor de Controle de Qualidade e Torra da Torrefação Cooxupé, integrou o grupo de 33 especialistas que concluiu a formação promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), cuja celebração foi realizada em 10 de setembro, em São Paulo – SP.
A preparação dos RC-Tasters teve como base a ciência da análise sensorial e, durante o curso, os participantes estudaram fisiologia dos sentidos, psicofísica, identificação e controle de vieses, percepção de diferenças, escalas de intensidade e desenvolvimento da memória sensorial. A formação também envolveu protocolos de análise física e sensorial, identificação de atributos como aroma, corpo, acidez, amargor e finalização, além da avaliação de diferentes perfis de cafés torrados e moídos.
Para Genivaldo, um dos principais diferenciais do treinamento foi o rigor empregado na avaliação do produto. “O que mais me chamou a atenção foi a precisão metodológica do curso para a avaliação sensorial de cafés e a rigorosa estruturação dos padrões da ABIC”, afirmou.
Ao final da formação, os profissionais estão capacitados para aplicar o Protocolo Brasileiro de Avaliação de Cafés Torrados ABIC, alinhado à NBR 17238, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A metodologia orienta a avaliação técnica do café torrado e pode ser utilizada no controle de qualidade em torrefações, análise de lotes, desenvolvimento de blends, avaliação de produtos disponíveis no varejo, consultoria e elaboração de pareceres técnicos.
RC-Tasters do Brasil: da torra à xícara
O curso também ajudou Genivaldo a aprofundar a compreensão sobre como cada etapa do processamento interfere na qualidade final do café. Na prática, isso inclui observar com mais precisão o comportamento da torra, os efeitos da moagem e os atributos percebidos durante a degustação.
Entre os conteúdos trabalhados estiveram a influência da curva de torra, a granulometria da moagem e o desenvolvimento da memória olfativa e gustativa. “A formação ampliou a visão sobre a interdependência entre o processamento do grão verde, torra e moagem até a xícara”, explicou.
Na Cooxupé, o conteúdo deverá ser aplicado principalmente no controle de qualidade, na padronização dos lotes e no acompanhamento dos processos de torra e moagem. “Os conhecimentos adquiridos serão fundamentais para implementar rotinas de controle sensorial ainda mais rigorosas, garantir a repetibilidade e a consistência dos lotes, bem como elevar o padrão de qualidade dos nossos cafés, extraindo todas as oportunidades de melhoria”, ressaltou Genivaldo.
O profissional também enfatiza a possibilidade de utilizar os laudos sensoriais para ajustar com maior precisão parâmetros de torra e moagem e acompanhar a qualidade dos produtos destinados ao consumidor. “Aplicar esse aprendizado na Cooxupé significa contribuir diretamente para a valorização do café dos cooperados, garantindo que o cuidado dedicado no campo se reflita em um produto final padronizado, de alta qualidade e com o padrão de excelência que a cooperativa representa no mercado”, completou.

Protocolo brasileiro como objetivo de reconhecimento internacional
A formação dos primeiros RC-Tasters integra o processo de consolidação do Protocolo Brasileiro de Avaliação de Cafés Torrados. Segundo material divulgado pela ABIC, e publicado no Notícias Agrícolas, a instituição agora trabalha pelo reconhecimento internacional da metodologia.
Na reportagem, o presidente da ABIC, Pavel Cardoso, apontou essa fase. “O próximo passo é o reconhecimento internacional dessa norma, com o protocolo sendo registrado em nível global, para que essa inteligência do Brasil seja reconhecida no mundo. Já iniciamos as tratativas”, disse.
Além de Pavel, o conteúdo divulgado também destacou a avaliação de Camila Arcanjo, coordenadora do curso, sobre o alcance da formação. Segundo a profissional, a iniciativa contribui diretamente para o desenvolvimento da cafeicultura ao trabalhar diferentes etapas da cadeia e qualificar profissionais para uma análise mais padronizada. “Acredito nos cafés do Brasil. Buscamos a excelência dos cafés e dos profissionais e precisamos trabalhar por toda a cadeia”, relatou Camila.
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