clima em julho

Clima em julho: chuvas variam entre as regiões cafeeiras

Análise da Cooxupé aponta precipitações concentradas no fim do mês, sem excedente hídrico, e impactos sobre a colheita e a pós-colheita

Por Redação em 29/08/2026

Atualizado em 25/08/2026

Clima em julho: chuvas variam entre as regiões cafeeiras

Análise da Cooxupé aponta precipitações concentradas no fim do mês, sem excedente hídrico, e impactos sobre a colheita e a pós-colheita

clima em julho

Por Redação em 29/08/2026

Atualizado em 25/08/2026

O clima em julho apresentou comportamentos distintos nas regiões cafeeiras monitoradas pela Cooxupé. Enquanto algumas localidades registraram chuvas acima da média histórica, municípios do Cerrado Mineiro tiveram baixos volumes, característicos do período seco. As condições também impactaram o andamento da colheita e da pós-colheita da safra.

Segundo o Departamento de Geoprocessamento da cooperativa, as precipitações se concentraram principalmente no terceiro decêndio. São José do Rio Pardo teve o maior volume do mês, com 59,8 mm, seguido por Campestre (45,0 mm), Serra do Salitre (41,0 mm), Guaxupé (39,6 mm) e Cabo Verde (37,6 mm). No Cerrado Mineiro, Monte Carmelo registrou 3,6 mm e Coromandel, 4,6 mm.

Déficit hídrico atenuado

Apesar das chuvas, não houve excedente hídrico nos municípios monitorados, já que os volumes não foram suficientes para superar a demanda hídrica e a capacidade de armazenamento do solo. Nesse contexto, o déficit foi atenuado, sendo menor do que nos anos anteriores em diferentes localidades devido às chuvas de julho e dos meses anteriores.

As condições mais restritivas foram observadas em Coromandel, com déficit mensal de 41,0 mm, seguido por Manhuaçu (31,6 mm), Rio Paranaíba (26,4 mm) e Patrocínio (26,1 mm). No acumulado de 2026, Coromandel também apresenta o maior déficit entre os municípios monitorados, com 142,7 mm, seguido por Monte Carmelo (114,9 mm), Manhuaçu (112,4 mm), Rio Paranaíba (111,9 mm) e Monte Santo de Minas (101,1 mm).

A disponibilidade de água armazenada no solo (ARM) variou entre as localidades. As chuvas no terceiro decêndio proporcionaram recarga hídrica em São José do Rio Pardo (90,3 mm), Serra do Salitre (83,1 mm) e Nova Resende (80,8 mm). Em contrapartida, Manhuaçu apresentou armazenamento de apenas 13,8 mm, seguido por Coromandel (22,8 mm) e Monte Santo de Minas (31,4 mm).

Essa variabilidade evidencia que, embora o período seco seja comum às regiões produtoras, a intensidade da restrição hídrica ocorre de forma distinta entre as localidades, refletindo as condições meteorológicas e o balanço de água no solo de cada região.

Temperaturas registradas

Em relação às temperaturas, julho apresentou condições típicas de inverno, com mínimas mais baixas principalmente no Sul de Minas. Cabo Verde registrou mínima de 2,1 °C; São Pedro da União, de 3,7 °C; e Guaxupé, de 4,4 °C.

As máximas, por sua vez, alcançaram 31,4 °C em Monte Carmelo, 31,2 °C em São José do Rio Pardo e 30,7 °C em Coromandel, Guaxupé e Monte Santo de Minas. As temperaturas médias mensais variaram entre 16,1 °C, em Cabo Verde, e 20,9 °C, em Monte Carmelo.

Andamento da colheita

No campo, a safra segue nas regiões produtoras, apesar dos atrasos causados pelas chuvas, que dificultaram o avanço das operações de colheita e o processo de secagem do café. Além disso, o departamento orienta que é importante ficar atento para as condições das plantas, especialmente quanto à sanidade da lavoura e à nutrição, a fim de garantir maior pegamento da florada e a manutenção do enfolhamento.

A redução gradual da disponibilidade hídrica, nesta época do ano, faz parte da dinâmica do período seco e exerce papel importante nos processos fisiológicos que antecedem a florada do cafeeiro. Entretanto, mais do que a ocorrência do déficit em si, sua intensidade e duração merecem acompanhamento.

Clima em julho

A permanência de condições de restrição hídrica por períodos prolongados, sobretudo quando associada a temperaturas elevadas, pode intensificar o estresse das plantas, favorecer a desfolha e reduzir sua capacidade de recuperação após a colheita.

Nas próximas semanas, portanto, o acompanhamento das condições meteorológicas e fisiológicas das lavouras será essencial, com atenção especial às regiões que apresentam menor armazenamento de água no solo e maior déficit acumulado. A evolução do período seco e o estado das plantas nesse intervalo serão importantes para as etapas rumo à safra de 2027.

Na página da Cooxupé estão disponíveis para consulta todos os dados coletados pelas estações meteorológicas da Cooxupé.

O Hub do Café traz, todos os meses, as principais informações sobre o clima nas regiões de atuação da Cooxupé e seus reflexos nas lavouras cafeeiras.

Distribuição de chuvas em julho de 2026

  • Sul de Minas
  • Cerrado Mineiro

Distribuição de temperatura em julho de 2026

  • Sul de Minas
  • Cerrado Mineiro

Distribuição de déficit hídrico em julho de 2026

  • Sul de Minas
  • Cerrado Mineiro

Distribuição de armazenamento de água no solo em julho de 2026

  • Sul de Minas
  • Cerrado Mineiro


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