
Do cafezinho tradicional às novas experiências: consumo de café se reinventa
No Dia Nacional do Café, Hub destaca mudanças no comportamento do consumidor, o avanço dos cafés especiais e as novas formas de preparo da bebida
Atualizado em 16/07/2026
Do cafezinho tradicional às novas experiências: consumo de café se reinventa
No Dia Nacional do Café, Hub destaca mudanças no comportamento do consumidor, o avanço dos cafés especiais e as novas formas de preparo da bebida

Por Redação em 24/05/2026
Atualizado em 16/07/2026
Presente na rotina de milhões de brasileiros, o café segue atravessando gerações, mantendo tradições e, ao mesmo tempo, acompanhando mudanças no comportamento de consumo. Do clássico cafezinho coado às versões em cápsulas, métodos filtrados, drip coffee e bebidas geladas, a bebida passou a ocupar diferentes momentos do dia e ganhou novos significados para os consumidores. Nesse cenário, o consumo de café se reinventa ao incorporar novas experiências, hábitos e perfis de consumo.
No Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, o setor cafeeiro observa um cenário em que tradição, experiência e inovação caminham lado a lado. Além do consumo ligado ao hábito diário, o café passou a despertar interesse por origem, qualidade, sustentabilidade e formas de preparo, principalmente entre as novas gerações.
Dados da pesquisa “Café – Hábitos e Preferências do Consumidor (2019–2025)”, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) ao Instituto Axxus, mostram que o café faz parte da rotina de 98% da população brasileira. Ao mesmo tempo, o estudo aponta mudanças no padrão de consumo nos últimos anos, após o aumento do preço do café.
Em 2019, 29% dos consumidores afirmavam ingerir mais de seis xícaras por dia. Em 2025, esse índice caiu para 26%. Já o grupo que consome até duas xícaras diárias cresceu de 8% para 14% no período. O levantamento também mostra a força do ambiente digital: o YouTube passou a ser a principal fonte de informação sobre café para 13,2% dos consumidores.
Consumo de café se reinventa com novas experiências na xícara
As mudanças no perfil do consumidor também impactam diretamente a indústria cafeeira. Em busca de qualidade, conveniência e experiências diferenciadas, cresce o interesse por cafés especiais, métodos filtrados, cápsulas, cafés em grãos e bebidas que valorizam aroma, sensorial e rastreabilidade.
Para acompanhar as tendências do mercado e as preferências do consumidor, a Torrefação Cooxupé, indústria torrefadora da cooperativa, aposta em categorias voltadas ao segmento premium e de cafés especiais e gourmet, nas marcas Café Evolutto e Prima Qualità.
Além dos produtos disponíveis durante todo o ano, a linha também atua com microlotes e edições limitadas, acompanhando o movimento de consumidores que buscam experiências diferenciadas com a bebida.
Cafés especiais ganham espaço entre consumidores
Entre os destaques da linha estão o Prima Qualità Especialíssimo, com aroma intenso, notas de chocolate, corpo cremoso e finalização longa; o Prima Qualità Cultivado por Mulheres, com aroma floral, acidez brilhante e notas de frutas amarelas; e o Prima Qualità Safra Especial, que apresenta aroma frutado, corpo licoroso e notas de cereja e chocolate.
Os blends são produzidos com cafés especiais de cooperados da Cooxupé, utilizando grãos com pontuação mínima de 87 pontos e critérios ligados à qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade.
Segundo o gerente de planejamento da Torrefação Cooxupé, Daniel Salguele, o consumidor passou a buscar mais informações sobre origem, preparo e qualidade da bebida.
“Hoje, o café deixou de ser apenas um produto de consumo diário e passou a representar experiência, descoberta e conexão com diferentes perfis sensoriais. O consumidor quer conhecer a origem do grão, os métodos de preparo e valoriza cada vez mais qualidade e rastreabilidade”, afirma.
Para o vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, as transformações no consumo também refletem diretamente na cadeia produtiva do café.
“O mercado evoluiu e o consumidor passou a enxergar o café de maneira mais ampla, valorizando qualidade, sustentabilidade e diferenciação. Esse movimento impulsiona toda a cadeia cafeeira e cria novas oportunidades para os produtores investirem em cafés especiais e produtos de maior valor agregado”, destaca.
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