Café na Itália: tradição, espresso e influência mundial
Da Moka às cafeterias históricas, conheça como a cultura italiana moldou hábitos de consumo e inspirou novas formas de apreciar a bebida
O café na Itália é parte essencial da identidade cultural do país e referência para o mundo. O espresso, símbolo dessa tradição, tornou-se patrimônio da vida cotidiana italiana e inspiração para cafeterias em todos os continentes. A informação é do blog Grão Gourmet.
Onde tudo começou
Em primeiro lugar, o grão chegou ao país no século XVI. Rapidamente, ultrapassou a condição de simples bebida para se tornar um ritual social e cultural. Em 1615, Veneza recebeu os primeiros carregamentos. E logo surgiram cafeterias públicas que se transformaram em pontos de encontro de intelectuais e artistas.
Entre esses espaços, o Caffè Florian, inaugurado em 1720 na Praça de São Marcos, segue em funcionamento até hoje como um marco histórico. Visitar o Florian é reviver a atmosfera dos séculos passados, saboreando uma xícara cercada por história e tradição.
Enquanto isso, no Brasil, as primeiras mudas de café chegaram em 1727, segundo o Cecafé. Quase 300 anos depois, nosso país lidera como maior produtor e exportador do grão. Aliás, seu cultivo sustenta milhões de famílias, gera renda para pequenos e médios produtores e mantém o produto como base da economia agrícola nacional.
Café na Itália
No século XIX, a criação da caffettiera napolitana trouxe o hábito de preparar café em casa. Essa inovação logo ganhou espaço e deu origem à Moka, que se tornou símbolo da experiência doméstica italiana. Preparar uma bebida forte e encorpada passou a ser parte do dia a dia das famílias.
O grande salto, entretanto, aconteceu no século XX com a invenção da máquina de espresso. Luigi Bezzera patenteou a primeira versão a vapor em 1901. E Achille Gaggia, em 1947, aperfeiçoou a extração sob pressão. Foi assim que nasceu o espresso moderno: intenso, aromático e coberto por uma crema cor de avelã, que se tornou ícone mundial. Na Itália, pedir “um café” é sinônimo de receber um espresso servido no balcão, em pé, em poucos segundos.
Criações que conquistaram o mundo
Os italianos não se limitaram ao espresso. O cappuccino, que consomem tradicionalmente pela manhã com um croissant, e o macchiato, que leva um toque de leite, também se espalharam pelo mundo. Assim, cada receita traz a marca da criatividade italiana, transformando simples variações em bebidas consagradas.
Hoje, o país europeu consome, em média, 5,6 quilos de café por pessoa ao ano. Mais do que quantidade, os italianos valorizam a qualidade e o ritual que envolvem cada xícara. Essa forma de consumo reforça a conexão entre café, identidade e convivência social. Dessa forma, consolidando a Itália como uma das maiores referências globais.
Atualmente, o consumo mundial do produto totaliza 177 milhões de sacas de 60 quilos. O dado é da Organização Internacional do Café.
Paralelo com o Brasil
Assim como a Itália elevou o café ao patamar de arte, o Brasil se destaca pela produção de grãos especiais reconhecidos internacionalmente. Um exemplo é o Especialíssimo, programa da Cooxupé e da SMC Specialty Coffees. Em suma, ele valoriza o trabalho dos cooperados e projeta o café brasileiro para o mercado mundial.
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